Nome: Thiago Holanda Ocupação: Estudante de Economia e Hotelaria e bolsista de pesquisa do
CEFETCE. Áreas de Interesse: Economia, Turismo, História, Política, Filosofia e
Teologia. Áreas de Pesquisa: Economia Política, História do Pensamento Econômico,
Economia Neoclássica, Desenvolvimento Sustentável e
Criminalidade.
Os “remédios” constitucionais são ações
jurídicas que visam, principalmente, garantir o pleno
exercício, pelos indivíduos, de direitos que, teoricamente,
são inalienáveis mas que na prática podem ser ameaçados por
abuso de poder o qualquer outro ato ilegal. Existem 8 remédios
na constituição brasileira, sendo o mais famoso de ele o
Hábeas Corpus.
Essa ação, atualmente, tem sido muito
questionada quanto a sua eficiência, pois muitos acusam de ser
um instrumento usado, unicamente, pra livrar criminosos da
prisão, mas não é bem assim. Nesse artigo pretendo explicar um
pouco do que seja essa ferramenta jurídica.
Como já mencionado, o Hábeas Corpus
é um remédio constitucional, ele visa proteger um direito
específico, sendo este o direito de locomoção, expresso nos
atos de ir, vir e ficar como também o de fixar residência.
Essa proteção dada só é válida quando esses direitos são
ameaçados por atos ilegais ou abuso de poder (tanto por
autoridades públicas como privadas). Sua “fama” decorre mais
do fato de ser o mais acessível dos remédios, ou seja, pode
ser impetrado por qualquer pessoa (independente de idade,
capacidade mental, sexo, nacionalidade, profissão, etc),
inclusive, por pessoas em benefícios de terceiros sem
necessidade de procuração, é gratuito e pode ser escrito ou
até mesmo oral (na presença de uma autoridade).
È extremamente importante lembrar que o
Hábeas Corpus só é cabível em casos em que o direito de
locomoção é violado por motivos ilegais e abusivos. Afinal, um
indivíduo preso tem sua locomoção extraída, mas pode muito bem
ser por motivos legais, nesse caso, pode até ser impetrado um
Hábeas Corpus, porém não será atendido.Não podemos
esquecer dos tipos de Hábeas Corpus. Existem dois: o
repressivo (também chamado de libertatório ou alvará de
soltura) no caso do indivíduo já ter seus direitos de
locomoção extraídos e o preventivo (ou salvo conduto) quando o
direito está sendo ameaçado.
Enfim, todo Hábeas Corpus se
destina ao Juiz correspondente, que analisará o caso e
decidirá se o mesmo deve ou não ser atendido.
Por: Thiago Holanda
Em: 26 de março de 2008.
A "Unção" da Galinha
Sou pentecostal e nunca escondi isso de ninguém. O MEU DEUS
é aquele que cura o cego, batiza com Espírito Santo e salva
até o mais vil pecador, esse é o meu Deus. Mas infelizmente,
amados irmãos, muitos têm se levantado para tentar
escandalizar as verdadeiras formas de manifestação do Espírito
Santo do Senhor. Esses mentirosos se utilizam de gritarias e
jargões do tipo "Determine hoje a sua vitória" ou então "Grite
bem alto para que os céus e infernos te escutem" para poderem
causar sensações puramente emotivas (e nada espirituais) na
platéia.
Infelizmente, as invenções desses falsos profetas têm se
tornado motivo de "chacota" na internet, onde várias pessoas
se utilizam daquelas para fazerem piadinhas dos evangélicos.
Recentemente, encontrei um bom exemplo para isso no You
Tube. trata-se de um vídeo com o testemunho de um "pregador"
dizendo que Deus usou de uma galinha para falar com ele em
profecia.
Estou disponibilizando o vídeo logo abaixo para que vocês
possam dar uma conferida e tirarem suas próprias conclusões:
Por: Thiago Holanda
Em: 14 de março de 2008.
Divisão do Trabalho e a Origem da Moeda
Nos primórdios de nossa sociedade, o homem possuía a sua
auto-suficiência econômica, ou seja, ele podia produzir tudo
que necessitava, bastava ter uma propriedade onde pudesse
cultivar alguns alimentos, criar animais e desenvolver algumas
atividades artesanais (móveis, cerâmica, etc). Porém, com o
advento do capitalismo, houve a necessidade da produção em
massa o que tomou forma com o avanço da divisão do trabalho
(não falo surgimento, porque esta já existia mas em estado
rudimentar). Com essa especialização do trabalho, houve a
perca dessa auto-suficiência do homem. Ou seja, o homem passou
a consumir somente uma pequena parcela daquilo que ele
produzia, destinando o resto as trocas.
Ora, vejamos bem. Se um indivíduo, numa sociedade sem
divisão do trabalho, teria de trabalhar em diversas atividades
(por exemplo: fabricação de móveis, criação de ovelhas para
uso da lã como vestimenta e plantação de alimentos), isso
significa que ele teria que dividir seu tempo em três (no
nosso exemplo) para poder se dedicar a elas. Assim, sua
produção seria efêmera, pois ele só poderia gastar somente uma
parcela pequena do seu tempo a cada uma delas, afinal, se
deixasse uma de lado, teria uma de suas necessidades não
satisfeitas.
Porém, com a divisão do trabalhos, os homem passaram a se
especializar. Ou seja, um indivíduo X passou a se dedicar
exclusivamente a fabricação de móveis (dando continuidade ao
nosso exemplo), um indivíduo Y com a criação de ovelhas e um
último Z com a plantação de alimentos. Como cada um poderá se
dedicar exclusivamente a essas atividades, temos que sua
produção vai aumentar, afinal, ele poderá gastar todo seu
tempo com ela. Mas como um indivíduo que se dedica somente a
fabricar móveis vai se alimentar? Ora, ele não vai usar todos
os móveis que fabricou (que certamente serão muitos) e nem o
indivíduo que se dedica a plantação de alimentos vai comê-los
todos (que também serão muitos). Assim, os indivíduos X e Z
usarão seus excedentes para estabelecer trocas. Com isso,
deu-se o surgimento do comércio.
Claro, que o que fiz aqui foi uma simplificação de um
processo que é muito mais complexo. Temos, na verdade, muitos
mais indivíduos, desempenhando tarefas muito mais
especializadas.
Portanto, quase tudo que um homem produz não é mais para
ele próprio, e sim para se trocado com outros. Mas como se dá
essas trocas?
Historicamente, houve o desenvolvimento de duas formas de
troca entre os homens: diretas e indiretas.
Quando o indivíduo que produz móveis troca duas mesas por 4
kilos de alimentos com o indivíduo que os planta, temos aqui
uma troca direta. Ou seja, sem intermediários. Porém, esse
processo é muito limitado, pois para que o mesmo aconteça, é
necessário haver uma coincidência de desejos entra os agentes
envolvidos. Ou seja, se eu tenho maçãs e quero comprar
tomates, tenho que encontrar uma outra pessoa que tenha
tomates e queira comprar maças. Atualmente, essa forma de
trocas é quase inexistente, havendo somente em civilizações
bem rudimentares (como as indígenas, por exemplo).
Hoje há o domínio das trocas indiretas, ou seja,
intermediadas por uma mercadoria em comum, a moeda. Assim,
basta que eu tenha esse intermediário para, facilmente,
estabelecer uma compra ou venda de uma mercadoria, pois este
intermediário é de aceitação geral. No decorrer da evolução
das sociedades, a moeda teve várias formas: vacas, sal, trigo.
Ou seja, mercadorias que tinham alta liquidez, na qual todos
os indivíduos aceitavam.
Porém, por motivos como durabilidade e segurança, a moeda
tomou sua clássica forma metálica e tempos depois outras
formas mais avançadas, como o papel moeda.
Por fim, enumero aqui as três principais funções da moeda:
instrumento de trocas, unidade de valor e reserva de valor.
A moeda como instrumento de troca já foi explicado. Como
unidade de valor temos o fato de que com a moeda, pode se
quantificar uma mercadoria e, assim, compará-la com outra. Ou
seja, 4 kilos de tomates equivalem a quantos kilos de maçã?
Esse é um julgamento que se torna bem mais fácil de fazer
quando essas duas mercadorias tem uma unidade em comum. Como
reserva de valor advém o fato de que o proprietário da moeda
tem o poder de só usá-la no momento em que bem quiser, ou
seja, pode poupar para um uso futuro, constituindo assim uma
reserva do seu valor.
Por: Thiago Holanda
Em: 14 de Dezembro de 2007.
Ciência VS Religião
O embate entre a religião e a ciência não é
recente. Há muito tempo que homens defendem pontos de vistas
opostos com relação ao mais diversos fenômenos, que vão desde a
criação do mundo até questões de cunho individual, como o
homossexualismo.
Decidir quem está com a razão é uma questão de
fé. Fé em Deus ou fé no material? Será que não seria muita
pretensão do ser humano estar no topo da existência e se auto
proclamar seu próprio Deus?
Bem, acredito que a ciência, seja qual for, é
uma dádiva de Deus ao homem. O uso de toda sua imensa capacidade
intelectual é um dos presentes de Deus ao homem e, ao mesmo
tempo, um dos instrumentais de Deus para seu agir em nosso meio.
Isso mesmo, é difícil imaginar, mas a ciência, a meu ver, é uma
das ferramentas de Deus, a ciência serve a FÈ.
Porém, o homem é corrupto. Sempre dá um jeitinho
de mostrar-se independente e tentar "eliminar" Deus. Aí é que
nós, servos de Deus, entramos em cena. Mostrar a verdade é uma
obrigação nossa!
Pois bem, gostaria de transcrever a vocês um
texto que foi lido na minha igreja no último domingo (dia 09 de
dezembro). Achei muito interessante e tocante. Espero que
gostem.
"Fato ocorrido em 1892, verdadeiro e parte
integrante da biografia do protagonista.
Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem
universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por
sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu
que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e
perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e
crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus.
Estou errado?
- Mas é claro que está! – retrucou o jovem - Creio que o senhor
deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução
Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da
religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha
criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco
mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo
isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a
Bíblia? – perguntou o velho, demonstrando o interesse de quem
quer aprender um pouco.
- Bem - respondeu o universitário - como vou descer na próxima
estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe
enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e
deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que
estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da
Universidade Nacional da França
"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima"
(Louis Pasteur)"
Por: Thiago Holanda
Em: 11 de Dezembro de 2007.
Cidade Segura?
Indignação é o mínimo que podemos sentir diante
da mais nova prova de incompetência por parte do nosso serviço público e
daqueles que o dirigem. Para quem não está a par dos fatos, a Região
Metropolitana de Fortaleza (RMF) não vai receber fundos do Pronasci (PAC da
segurança pública) por, segundo as estatísticas da polícia, não ser uma das 11
regiões metropolitanas mais perigosas do país.
Será que devemos confiar na veracidade dessas
informações? Algumas vozes levantaram a hipótese de “maquiagem” dos dados por
objetivos políticos, um dos tais é o vice-presidente do Sindicato dos Delegados,
Edval Amorin. Acreditamos, porém que esse não é o “X” da questão, afinal, o novo
governo não teria, teoricamente, interesse em ‘maquiar” os dados, pois o mesmos
são de 2005, quando ainda o antigo governador estava no poder.
Assim, devemos meditar se o problema maior não
estaria no âmago do serviço público. Ou seja, o péssimo serviço oferecido pela
burocracia da polícia, onde pessoas vítimas da violência têm de passar diversas
horas numa fila de delegacia para poder fazer um Boletim de Ocorrência. Já
tive, infelizmente, a oportunidade de passa por essa experiência: ao ter meu
aparelho celular roubado, tive que passar na manhã do dia seguinte cerca de 3
horas e meia para fazer um B.O que não durou mais que 10 minutos (sendo que não
havia nem 8 pessoas na minha frente). E porque a demora? Por que, simplesmente,
os funcionários da delegacia passavam quase o tempo todo “passeando” pela
delegacia e conversando pelo telefone. O que eu quero enfatizar com isso tudo é
a má qualidade do serviço é um incentivo às pessoas não mais se dirigirem a
delegacia para registrar os crimes, diminuindo, assim, as estatísticas. Outro
agravante é a falta de esperança em ter seu caso solucionado, por que os
bandidos são dificilmente capturados, e quando são, rapidamente são soltos.
Enfim, sem querer desmentir a hipótese de
“maquiagem” das estatísticas, queremos afirmar que o problema está mesmo é no
sistema público e sua eficiência (ou melhor, falta dela) e também nos dirigentes
que pouco ou nada fazem para tentar mudar essa situação. Enquanto isso, ficamos
sem essa verba do Pronasci e tendo que conviver com essa violência que nos faz
sentir prisioneiros e nossas casas enquanto os delinqüentes são aqueles que
desfrutam da liberdade.
Em 23 de Setembro de 2007.
Por: Thiago Holanda
Projeto Fonte de Água Viva
Conheça um pouco do Projeto Social Fonte de Àgua Viva,
que tem por objetivo levar, mensalmente, para os
interiores carentes do estado do Ceará diversos serviços
gratuitos e, principalmente, a palavra de Deus. Visite
nossa Home Page:
www.mifav.cjb.net